terça-feira, 22 de maio de 2012

Caos na BR-116/RS

Se alguém acha que má gestão pública só ocorre em Santa Catarina, está enganado. Este mal é Brasileiro. Se alguém acha que perder horas na Via Expressa de acesso a Florianópolis, a BR-282, é o fim do mundo, é porque não precisou se deslocar de Novo Hamburgo para Porto Alegre, através da BR-116.  A foto ao lado mostra um engarrafamento com mais de 10 km de fila ocorrido no dia 18 de maio último, fazendo com que os 40 km desse trecho de grande capacidade de tráfego fossem percorridos em tenebrosas 3 horas. A causa de tudo ?  A pane em uma carreta às 07:00 hs próximo a Porto Alegre, a queda do reboque quando da substituição do cavalinho defeituoso e a demora da empresa proprietária em providenciar o guindaste para repor o reboque no novo cavalinho, operação só concluída perto de 12:40 hs.  Pasmem!!  A rodovia é Federal e o DNIT não tem dispõe de recursos operacionais para situações como essa, ficando a sociedade dependente do próprio acidentado providenciar a desinterdição da rodovia. Parece brincadeira mas é verdade.

Por outro, quando a rodovia é concessionada, como é o caso da BR-290, a conhecida "Free Way" Gaúcha, é uma maravilha. Vejam na foto a seguir a qualidade da estrada. São três faixas de tráfego mais acostamento em cada sentido, refúgios e telefones de emergência a cada 2 km, latas de lixo, monitoramento por TV e,  principalmente, tráfego fluindo a 110 Km/hora, com segurança.




sábado, 5 de maio de 2012

Continuação da Beira Mar Continental. Afinal, como está o projeto?

É difícil de acreditar que uma regra tão conhecida tenha sido desconsiderada na apresentação badaladíssima do projeto da quarta ponte e da continuação da Beira Mar Continental, como solução para o trânsito de Florianópolis. Pela apresentação, a obra seria viabilizada através da comercialização de áreas geradas pelo aterro hidráulico onde seriam implantados condomínios residenciais e comerciais. A tal regrinha tão conhecida e esquecida é, nada mais nada a menos, um dispositivo constitucional que não permite que as áreas resultantes de acrescidos de marinha, leia-se aterros hidráulicos, sejam utilizadas para fins particulares. Em resumo, aterros hidráulicos só podem receber equipamentos públicos, neles incluídos ruas, avenidas, terminais, prédios públicos e outros do gênero.  Já foi assim com a Via Expressa Sul e vai ser assim com todos os demais projetos em curso, até que a Constituição Federal seja modificada, se é que isso realmente interessa à sociedade.

Até quando vamos conviver com estas pirotecnias pré-eleitorais que prometem verdadeiros milagres como soluções para os graves problemas de nossas estruturas urbanas? Manobras semelhantes já aconteceram em outros anos de eleições, entre os quais destaco o metrô de superfície, o teleférico, a ponte sobre as pontes Pedro Ivo e Colombo Salles, o túnel subaquático e outros de menor importância e, por consequência, menos alardeados. Quem está financiando esta pirotecnia? Quem pagou aquela linda animação da quarta ponte e continuação da Beira Mar Continental? Trabalhos como aquele custam caro. Se foi o Governo, porque investir na apresentação de um projeto que fere a Constituição Federal e nunca poderá ser implantado. Se não foi o Governo, quem foi e qual seria o interesse em investir em um negócio que depende de licitação e, desta forma, ainda não estaria garantido? Será que nos próximos meses, mais perto das  eleições, voltará o Governo com mais um show de imagens sobre a solução para o trânsito da Capital? Enquanto isso, bem que o Governo poderia explicar para a sociedade a quantas andam os diversos projetos em andamento ou, pelo menos, aquele escolhido, se é que já foi.