terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O Transporte da Região Metropolitana de Florianópolis por um fio


Parabens aos nossos políticos, administradores de nossos serviços públicos há mais de 30 anos. Vocês conseguiram! Os serviços públicos estão perto do caos e da anarquia. Parabens a todos os Governadores eleitos democraticamente. De vocês é a culpa maior, pois ao aceitar as pressões do legislativo para a nomeação dos administradores, deram posse a incompetentes, mantendo-os nos cargos mesmo diante do mal feito e do não feito. Incompetentes ao ponto de não perceber que os funcionários efetivos das instituições, técnicos experientes, estavam envelhecendo e logo estariam aposentados. Incompetentes o suficiciente para não providenciar a necessária e responsável reposição. O caos não se instalou por inteiro, ainda, porque existe uma pequena quantidade de funcionários experientes gerindo uma estrutura que foi montada por eles mesmo há muito tempo. Se a máquina pública dependesse somente dos "cumpanheirus" gerentes e diretores, e dos funcionários terceirizados e estagiários trazidos pelos políticos, o caos já seria uma realidade. Eles não sabem fazer nada e não farão.
São como a tartaruga colocada no alto do poste. Não sabe como foi parar lá, não sabe o que está fazendo lá e não sabe como sair de lá. Se não sabem "tocar" a administração pública, o que dizer de planejar a sua modernização. Nâo sabem por onde começar e não acreditam nas alternativas técnicas sugeridas.
No transporte público da Região Metropolitana de Forianópolis operado por ônibus a situação não é diferente. Os atuais administradores dos diversos agentes envolvidos não conseguem enxergar a necessidade de unificação da gerência. Não querem perder o poder. Estão preocupados com os seus cargos e não com a sociedade.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O Elevado Karl Hoepcke: solução ?


Foi inaugurado o elevado Karl Hoepcke, aliás construído muito rapidamente. Pelo que foi possivel observar nesta primeira manhã, a obra resolveu os problemas de congestionamentos na chegada à Ilha de Santa Catarina. Muito bom, mas a pergunta é: até quando?
É obvio que a melhoria na fluidez do trânsito produzirá um incentivo aos cidadãos motorizados a tirar os seus carros das garagens, uma vez que agora só se perde tempo no retorno para casa. Este incremento de demanda, somado ao crescimento normal da população, produzirá, em breve, um fluxo incompatível com a via recentemente inaugurada, especialmente em função do elevado ter apenas duas faixas de tráfego e do pequeno raio de curva da alça de saída da Ponte Colombo Salles, principal causa da formação de filas nos horários de maior demanda pela diminuição da velocidade dos veículos. O aumento do raio da curva da alça de saída da Ponte Colombo Salles, portanto, é providência que já deve ser, no mínimo, estudada.
Será que os nossos administradores, responsáveis pelo planejamento da cidade, não percebem que em algum tempo não haverá mais espaço para ampliações do sistema viário?
Será que não percebem que é preciso estagnar o crescimento do transporte individual? Será que não percebem que a única forma de estagnar o crescimento do transporte individual é a penalização do trânsito nas regiões de interesse (pedágio, estacionamentos a preços elevados, rodízio...) e a oferta de um transporte público confortável, confiável, seguro e com preços atrativos, se possível subsidiado.
A migração do transporte individual para o transporte público precisa ser feita imediatamente, constituindo-se na única ferramenta que pode ser implementada de forma gradual e com potencial para a resolução definitiva do nosso problema de mobilidade.