sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A importância do Planejamento


Estamos assistindo em todo o País o acelerado processo de deterioração de todas as atividades que de alguma forma dependem dos serviços públicos, e o transporte logicamente incluído. Através dos noticiários e por experiência própria tomamos conhecimento dos constantes e crescentes congestionamentos no trânsito, a dificuldade de se deslocar nas cidades, as péssimas situações das rodovias, os deslizamentos de terra, as enchentes, o drama nos hospitais, a terrível situação das escolas públicas, a falta de policiamento, aeroportos superados, controle áereo a beira do colapso, a corrupção e a incapacidade administrativa generalizada.
Esta situação não está assim por acaso. Este processo, queiram ou não, foi iniciado há 29 anos atrás, quando a classe política que aí está passou a administrar o País. Na busca de seus objetivos pessoais, os nossos políticos cuidaram de nomear amigos e cumpadres para funções estratégicas da administração e disseram adeus ao planejamento e às soluções técnicas. A preocupação passou a ser com o momento e não com o futuro. O resultado está aí. Estamos à beira do caos. O que mais assusta é que a correção desse estado de coisas, se iniciada agora, começará a produzir algum efeito daqui a três ou quatro anos, que é o tempo necessário para o planejamento e desenvolvimento dos necessários projetos de modernização. Como planejamento e projetos não geram votos, continuaremos a assistir a execução de obras eleitoreiras, executadas para a resolução pontual de um problema, completamente desvinculadas da real necessidade. É lamentável. No transporte intermunicipal de passageiros, seja através de rodovias ou hidrovias, a situação não é diferente. A contratação de consultoria para o desenvolvimento do Plano Diretor da atividade se arrasta desde 1980, quando esta providência foi transformada em obrigatoriedade através da Lei nº 5.684, editada em 09 de maio daquele ano. Já se vão 31 anos de atraso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário